terça-feira, 15 de abril de 2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

9. Ao contrário



A emoção

Ontem foi um dia muito emotivo.
A  minha mãe teve autorização para ir de cadeira de rodas ao átrio do hospital, para ver a Pimpolha.
Foi uma emoção enorme, quando a avó viu a neta e a neta viu à avó, não há palavras.
A avó só chorava, a neta só olhava para a avó, para a cadeira de rodas, para o soro, estava tao confusa de a ver assim, mas por outro lado, só se ria e só dizia, Avó, Avó.
Abraçaram-se, beijaram-se e ficaram as duas mais descansadinhas.
Quando a avó voltou para cima, a Pimpolha diz-me "Mãe, agora posso vir ver a avó todos os dias", com os olhos a brilhar.
Minha querida filha e minha querida mãe.
Este momento foi lindo e único e nunca o vou esquecer.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

7. Flor



Agora

A minha mãe está a fazer quimioterapia.
E eu estou tão feliz com isso.
É mais uma vitória, conseguiu ficar estável, conseguiu ter os valores certos, melhorou muito.
A própria médica está admirada com a sua recuperação e nem tem explicação para tal, fala da força e da sua genica.
Agora é lutar contra o linfoma que está enorme, é acreditar, acreditar e continuar a lutar, e que ela vai ficar bem.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

2. Novidade

Uma oferta para nós, feitos por alguém muito especial.


O meu pai

Quem me segue, sabe que a minha relação com o meu pai não é das melhoras, nunca foi um pai à séria, nunca foi meu amigo, nunca foi um pai.
E depois com a relação que tinha com a minha mãe, as coisas nunca melhoraram, apenas pioraram.
Mas o meu pai tem sido um grande apoio, tem vindo pelo menos 2 vezes por semana ver a minha mãe e fica comigo quase a tarde toda.
A minha mãe fica contente de o ver, eu sei que o fica, apesar de não o demonstrar.
O meu pai, à sua maneira, está preocupado e também anda abatido por vê-la assim.
Apesar de tudo, fico feliz de o ver presente e preocupado com a saúde da minha mãe.

terça-feira, 1 de abril de 2014

1. Vermelho



18 dias

De sofrimento, angústia, dor, lágrimas, medo, pavor.
E assim, se passaram uma data de dias.
A minha mãe tem vindo a melhorar, já está mais consciente, já fala, já barafusta.
Está desejosa de ir para casa.
Não sei se voltará a casa, eu quero acreditar muito que sim, depois do cenário tão negro e dos comentários que fui ouvindo pensei que ela nunca mais voltasse a ser a mesma.
Até a médica achou a recuperação dela quase sem explicação, e tal como sempre disse, é uma mulher muito forte.
A infecção já está controlada, mas os níveis ainda não estão nos valores correctos.
Ainda não pode fazer quimioterapia, o linfoma continua a crescer, e essa é a complicação.
Tem muitas saudades da neta, e isso custa-me tanto, porque está sempre a falar da casa e da neta.
Vamos ver como as coisas correm, não tem sido nada fácil vê-la no hospital, sempre a implorar-me para tira-la dali.
Só espero que ela tenha muita força e que as coisas corram bem, ainda preciso da minha mãe, muito mesmo.