De sofrimento, angústia, dor, lágrimas, medo, pavor.
E assim, se passaram uma data de dias.
A minha mãe tem vindo a melhorar, já está mais consciente, já fala, já barafusta.
Está desejosa de ir para casa.
Não sei se voltará a casa, eu quero acreditar muito que sim, depois do cenário tão negro e dos comentários que fui ouvindo pensei que ela nunca mais voltasse a ser a mesma.
Até a médica achou a recuperação dela quase sem explicação, e tal como sempre disse, é uma mulher muito forte.
A infecção já está controlada, mas os níveis ainda não estão nos valores correctos.
Ainda não pode fazer quimioterapia, o linfoma continua a crescer, e essa é a complicação.
Tem muitas saudades da neta, e isso custa-me tanto, porque está sempre a falar da casa e da neta.
Vamos ver como as coisas correm, não tem sido nada fácil vê-la no hospital, sempre a implorar-me para tira-la dali.
Só espero que ela tenha muita força e que as coisas corram bem, ainda preciso da minha mãe, muito mesmo.